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ITFree / Manifesto

ITFree: conhecimento que continua

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ITFree é uma comunidade livre: transforma ideias em projetos, aprende com o que cria e põe conhecimento ao alcance de todos, com agilidade e método. Falando a mesma língua e diminuindo a distância técnica tanto quando é possível.

O código que se ensina nem sempre é o código que se usa para construir. A ITFree aproxima esses mundos com aulas ancoradas em projetos testados e usados em produção: o aluno aprende as decisões e os métodos por trás de software real. A indústria pode adotar esses projetos ou criar produtos sobre sua base, trabalhando com o mesmo conhecimento que formou o aluno. Seus novos desafios voltam à pesquisa e à sala de aula, alimentando a próxima geração de projetos.

ITFree é TI livre: aprender com o que existe, testar o que falta e permitir que outras pessoas continuem. Quem publica código ou protocolos para livre uso declara licenças que permitem seguir construindo. Ferramentas de terceiros podem acelerar o trabalho, sem passar a controlar o método compartilhado.

Uma professora orienta; um autodidata experimenta; um pesquisador examina evidências; quem trabalha na indústria põe soluções à prova. Cada pessoa entra pelo que sabe e aprende com o que as outras encontram. A ITFree organiza esse encontro: ninguém precisa escrever uma tese para desenvolver engenharia, e quem escolhe pesquisar encontra lugar para o rigor do seu método.

Um ambiente, cinco caminhos

A itfree.org reúne a experiência. Os outros endereços funcionam como atalhos para partes desse mesmo ambiente: não são organizações separadas nem obrigam quem aprende a recomeçar sua jornada a cada área.

  • itfree.org leva ao ponto de encontro das jornadas e dos protocolos compartilhados.
  • itfree.school leva às trilhas de aprendizagem, da engenharia prática à investigação acadêmica.
  • itfree.science leva aos projetos de pesquisa, às evidências e aos pré-prints.
  • itfree.dev leva aos códigos, artefatos e ferramentas dos projetos participantes.
  • itfree.net leva às conversas, grupos e conexões que acompanham esses trabalhos.

Cada endereço facilita a chegada. O conhecimento produzido em um caminho continua ligado aos demais.

.org | O encontro que dá sentido ao conjunto

O professor leva um projeto à turma. O código levanta uma pergunta para a pesquisa; a resposta muda a maneira de ensinar. A .org reúne essas jornadas numa experiência pública e mantém protocolos e critérios do método à vista da comunidade. Usa ferramentas abertas ou proprietárias de projetos independentes, mas não as fabrica nem as revende.

Um primeiro ciclo pode reunir uma turma, um projeto aberto, um protocolo público de revisão e um artefato que outra pessoa consegue examinar e reproduzir. É assim que a ideia se torna verificável. Cada atividade essencial conserva um caminho de uso sem módulos comerciais adicionais, mesmo quando ferramentas extras facilitam o trabalho.

Saiba mais sobre o propósito e o primeiro ciclo da .org

.school | Aprender construindo, em mais de uma direção

Um estudante abre um projeto e encontra código, decisões e testes ligados a problemas reais. Na .school, esse material vira trilhas práticas: cada competência pode gerar um artefato para aprender, melhorar e mostrar em um portfólio. Educadores adaptam o percurso; autodidatas avançam no próprio ritmo. Fazer boa engenharia não exige escrever uma tese.

Quem deseja pesquisar encontra outra possibilidade: estudar métodos, registrar evidências e submeter ideias ao exame de outras pessoas. TCC, mestrado e doutorado têm exigências próprias, mas não formam uma escada obrigatória. Projetos documentados aproximam a prática desse rigor sem confundir os dois caminhos.

Saiba mais sobre as jornadas da .school

.science | Uma pesquisa pode começar antes da revista

Uma pesquisa não precisa ficar restrita a quem a iniciou. Quando seu autor decide publicar um pré-print na .science, a comunidade pode acompanhar seu percurso, discutir hipóteses e propor novas perguntas. Estudantes aprendem com a investigação em andamento; pesquisadores examinam métodos e resultados; profissionais reconhecem desafios que vivem na prática. O trabalho volta à sala de aula mais rico em perspectivas e abre caminho para o próximo projeto.

Quem chega depois pode seguir as versões do trabalho, apontar limites e tentar reproduzir o que foi observado. A .science distingue checagens técnicas de pareceres humanos: nenhum deles vira chancela automática para uma hipótese. Se uma revista publicar o trabalho mais tarde, o pré-print pode levar o leitor até essa nova etapa. A decisão de divulgar continua com os titulares, respeitados seus direitos e o destino que planejaram para a pesquisa.

Saiba mais sobre o percurso dos pré-prints na .science

.dev | Engenharia aberta ao exame e à continuidade

Uma ideia precisa de código que outras pessoas consigam executar e compreender. A .dev reúne projetos independentes, códigos-vitrine e ferramentas para levar essa ideia da intenção ao artefato. Testes e verificações automáticas revelam questões técnicas para exame humano; não conferem mérito científico.

Um fornecedor pode automatizar a execução e oferecer novos ambientes ou suporte. Se esse serviço parar, a automação fará falta, mas o projeto livre mantém seu código, seus dados compartilháveis e instruções para seguir por outro caminho. Componentes publicados para livre uso declaram suas licenças; ferramentas comerciais não passam a fazer parte do código livre por terem ajudado a executá-lo.

Saiba mais sobre os projetos e protocolos da .dev

.net | Conversas que acompanham as ideias

Uma decisão muda um projeto. Sem a conversa que levou a ela, quem chega depois vê o código, mas perde o motivo da mudança. A .net relaciona perguntas, comentários e decisões aos projetos e versões correspondentes. Discussões públicas convidam outras pessoas a participar; turmas e grupos podem reservar suas conversas sem precisar mover todos os arquivos para a rede.

Se uma publicação muda ou sai de circulação, seu histórico pode preservar a referência sem expor o texto retirado. Conversas privadas continuam privadas, mesmo quando o projeto se torna público. A rastreabilidade respeita os direitos das pessoas; dados de atividade não viram instrumento de vigilância nem ranking de pessoas.

Saiba mais sobre a colaboração e a privacidade na .net

Uma base comum, muitas formas de contribuir

Um trabalho pode ser compartilhado sem que seu autor perca o reconhecimento; o que circula respeita os direitos dos titulares, as licenças e a privacidade. Código e protocolos oferecidos para livre uso podem continuar com a comunidade quando um serviço termina. A fundação usa tecnologia aberta ou proprietária sem adquirir, por isso, os direitos sobre a ferramenta ou sobre os trabalhos dos participantes.

Uma instituição pode contratar diretamente um fornecedor para hospedar aulas, automatizar tarefas ou oferecer salas reservadas. Outra pessoa pode participar das discussões públicas e divulgar seu pré-print sem contratar esses serviços. A compra não cria vínculo com a .org: ela oferece a experiência pública, não vende a tecnologia nem concede chancela comercial ou editorial.

Saiba mais sobre licenciamento e relações comerciais

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